sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Discussões sobre "violência" (sim, com aspas)...
Socióloga analisa comoção pública diante de crimes hediondos
Como combater a violência urbana
...e eu cito dois filósofos, só para fugir das receitas da engenharia social:
O assombro com o fato de que os episódios que vivemos no século XX “ainda” sejam possíveis, não é um assombro filosófico. Ele não gera nenhum conhecimento, a não ser o conhecimento de que a concepção de história da qual emana semelhante assombro é insustentável (W. Benjamin - Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura)
Não é inconcebível uma sociedade com tal consciência de poder que se permitisse o seu mais nobre luxo: deixar impunes seus ofensores. “Que me importam meus parasitas?”, diria ela. “Eles podem viver e prosperar – sou forte o bastante para isso!” (...) A justiça, que iniciou com “tudo é resgatável, tudo tem que ser pago”, termina por fazer vista grossa e deixar escapar os insolventes – termina como toda coisa boa sobre a terra, suprimindo a si mesma. A auto-supressão da justiça: sabemos com que belo nome ela se apresenta – graça: ela permanece, como é óbvio, privilégio do poderoso, ou melhor, o seu “além do direito” (Nietzsche - Genealogia da Moral)
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Socióloga analisa comoção pública diante de crimes hediondos
Como combater a violência urbana
...e eu cito dois filósofos, só para fugir das receitas da engenharia social:
O assombro com o fato de que os episódios que vivemos no século XX “ainda” sejam possíveis, não é um assombro filosófico. Ele não gera nenhum conhecimento, a não ser o conhecimento de que a concepção de história da qual emana semelhante assombro é insustentável (W. Benjamin - Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura)
Não é inconcebível uma sociedade com tal consciência de poder que se permitisse o seu mais nobre luxo: deixar impunes seus ofensores. “Que me importam meus parasitas?”, diria ela. “Eles podem viver e prosperar – sou forte o bastante para isso!” (...) A justiça, que iniciou com “tudo é resgatável, tudo tem que ser pago”, termina por fazer vista grossa e deixar escapar os insolventes – termina como toda coisa boa sobre a terra, suprimindo a si mesma. A auto-supressão da justiça: sabemos com que belo nome ela se apresenta – graça: ela permanece, como é óbvio, privilégio do poderoso, ou melhor, o seu “além do direito” (Nietzsche - Genealogia da Moral)
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